Fabricia Aparecida da Silva, pós-graduanda em Processos Criativos em Teatro Contemporâneo pela FAINC – Faculdades Integradas Coração de Jesus
E-mail: fabricia.bricamadeira@gmail.com
Resumo
A oralidade é uma das características mais primárias da raça humana. Através da tradição oral ocorre a preservação da cultura e transmissão de valores, e a ausência dessa narrativa causa uma pobreza de experiências. Este estudo propõe uma reflexão sobre a importância da oralidade e também sobre a sua possível extinção no mundo moderno.
Palavra-chave: tradição oral, memória, narrativa.
Se levarmos em conta os estudos de Sigmund Freud em A interpretação dos sonhos que diz que tudo no ser humano inicia pela própria boca, podemos dizer que a oralidade é uma das características mais primárias da raça humana. As primeiras relações com o mundo externo, por exemplo, acontecem na fase oral, ainda na infância.
A cultura oral sempre esteve próxima do povo e, por esse motivo, supõe-se que talvez essa seja o nosso início de uma forma literária. As pessoas encontravam-se em frente das casas, nas praças, nas feiras, ou mesmo em volta de uma bela fogueira no pasto ou do fogão de lenha na cozinha da casa, e ali trocavam "causos", falavam das histórias da cidade, de familiares, etc. Era um momento de confraternização e lazer, em que os mais novos ouviam atentas as histórias dos mais velhos. Histórias que um dia estes senhores de longa idade ouviram de seus pais, tios, avós, ou mesmo vivenciaram em algum momento da vida. Nestas prosas as histórias se faziam e refaziam através de fragmentos de memórias e experiências. Mesmo que recontadas por vezes elas não perdiam seu brilho, todos desejavam saber a história. Nesse entendimento, podemos dizer que numa sociedade em que a palavra é importante, o intérprete é valorizado porque sua voz carregava a tradição.
Numa sociedade oral reconhecemos a fala como um meio de preservar a sabedoria dos seus ancestrais. Então, podemos dizer que a tradição oral preserva o testemunho transmitido de uma geração a outra. Uma sociedade oral reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas, também, como um meio de preservação da sabedoria dos antepassados, venerada no que poderíamos chamar elocuções-chave, o que denominamos de tradição oral. A tradição pode ser definida, de fato, como um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra.
Existem ainda diferenças entre história oral e tradição oral. Segundo Freitas, a tradição oral ampara-se em narrativas dependentes de memória; já a história oral, limita-se a entrevistas porque esta trabalha com elementos de memória coletiva e demanda tempo mais amplo de observação da cultura do outro.
Vansina complementa que a tradição oral tem suas características particulares, que são o verbalismo e a sua maneira de transmissão, diferente das fontes escritas. Essa narrativa está sujeita a certas circunstâncias impostas pela história, a sua brevidade: a limitação da memória de que, conta o tempo disponível para a contação; e a simplicidade da roda. Bakhtin diz que a fala está indissoluvelmente ligada às condições da comunicação, que estão sempre ligadas às estruturas sociais. Essas circunstâncias determinam a limitação da quantidade de personagens, as características vagas e estereotipadas da história, a diminuição e imprecisão de referências de espaço e tempo, além da simplificação da ação.
Na tradição oral o conto não tem uma autoria definida, porque ela constitui-se de uma criação coletiva, ou seja, cada contador introduz pequenas alterações, ocasionando modificações na história. Daí vem o velho ditado popular "Quem conta um conto, aumenta um ponto". Apesar desta metamorfose, ele não perde o sinal de origem.
O narrador, ao contar o conto, transformava a história conforme seu entendimento e memória. Além disso, a história tinha o seu toque pessoal que era impossível de ser imitado por outro contador: a entonação de voz, os tipos de linguagem adotados para contar a história, como movimentos corporais, mímicas, etc. E os participantes na roda do conto, cercavam a narrativa com perguntas e comentários impedindo que o contador dessa vazão a sua imaginação criadora.
Existem casos de uma pessoa citar duas tradições diferentes para relatar o mesmo processo histórico. Na sua pesquisa, Vansina encontra informantes de Ruanda que relataram duas versões de uma tradição sobre os Tutsis e Hutus; uma, segundo a qual, o primeiro Tutsi caiu do céu e encontrou o Hutu na terra; e outra, segundo a qual Tutsi e Hutu eram irmãos. Em ambas o processo histórico, o assunto, era o mesmo apesar das variações de versão. Vale lembrar que nem toda informação verbal é uma tradição, como o testemunho ocular e o boato. No testemunho ocular, que tem grande valia porque se trata de algo imediato, não transmitido, mas visualizado, sendo os riscos de distorção do conteúdo mínimos. Aliás, toda tradição oral legítima deveria, na realidade, fundar-se no relato de um testemunho ocular. Já o boato deveria ser excluído. Vansina fala que embora transmita uma mensagem, o boato é resultado, por definição, do ouvir dizer. Por fim, ele se torna tão distorcido que só pode ter valor como expressão da reação popular diante de um determinado ocorrido, dando origem a uma tradição, quando é repetido por gerações posteriores. Daí resta, por fim, a tradição propriamente dita, que transmite as evidências para as gerações futuras.
Com a vinda da escrita, os contos populares passaram por uma adaptação conforme a imaginação de seu autor, diferenciando-se do seu original na tradição oral.
Benjamin denuncia e responsabiliza o surgimento do romance, no início do período moderno, pela morte da narrativa. Com o surgimento da imprensa, e do romance, a narrativa tornou-se arcaica. Ele afirma que “se a narrativa é hoje rara, a difusão da informação é decisivamente responsável por esse declínio”. Também, segundo o filólogo, percebemos isso, por exemplo, quando pedimos num grupo para que alguém narre alguma coisa. Todos ficam embaraçados, muitos não conseguem expressar-se, seja por vergonha ou por simplesmente não saber como o fazer. É como se estivéssemos privados da faculdade de compartilhar experiências.
Enquanto o romance é produto da escrita, a narração é produto da voz e da ação. A alma, a mão e os olhos formam um conjunto interativo na narração. Na narrativa a mão intervém com gestos aprendidos na experiência do trabalho. No romance isso não existe.
Bondía relata que experiência é tudo o que nos passa, o que nos toca. Nosso mundo está pobre de experiências. Um dos motivos que levam ao enfraquecimento da experiência, e, consequentemente, da narrativa, é o excesso de informações. Bondía ainda afirma que “a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase uma antiexperiência”. O sujeito da informação carrega muitas informações, passa o tempo buscando essas informações, porém, esse desejo intenso de manter-se informado, faz com que nada lhe aconteça de novo. Por esse motivo, devemos separar experiência de informação. E depois desta informação, vem a necessidade de opinião. E a necessidade de opinião desfaz qualquer possibilidade de experiência, e assim nada nos acontece. Outro motivo que leva a ausência da experiência é a falta de tempo. Benjamin alega que a narrativa necessita do ócio para existir. Em nossa atual sociedade somos bombardeados por informações a cada segundo e não temos tempo para refletir sobre elas. Bondía afirma que “a velocidade com que nos são dados os acontecimentos e a obsessão pela novidade impede a conexão significativa entre acontecimentos”.
A história se perde quando não são conservadas e quando não são recontadas por quem as ouve. Leskov reflete, em uma carta, que “a literatura não é para mim uma arte, mas um trabalho manual”. Benjamin complementa dizendo “o homem de hoje não cultiva o que pode ser abreviado. Com efeito, o homem conseguiu abreviar até a narrativa”.
Referências Bibliográficas
BAKHTIN, M. M. Os gêneros do discurso. Estética da criação verbal. Tradução Paulo Bezerra. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006., p 15.
BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov: magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. v.1, p.197-221.
BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n.19, jan./abr. 2002, p.20-28.
VANSINA, Jan. A tradição oral e sua metodologia. História geral da África: metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1982. v.1., p 141
domingo, 9 de junho de 2013
Será a morte da narrativa?
Fabricia Aparecida da Silva, pós-graduanda em Processos Criativos em Teatro Contemporâneo pela FAINC – Faculdades Integradas Coração de Jesus
E-mail: fabricia.bricamadeira@gmail.com
Resumo
A oralidade é uma das características mais primárias da raça humana. Através da tradição oral ocorre a preservação da cultura e transmissão de valores, e a ausência dessa narrativa causa uma pobreza de experiências. Este estudo propõe uma reflexão sobre a importância da oralidade e também sobre a sua possível extinção no mundo moderno.
Palavra-chave: tradição oral, memória, narrativa.
Se levarmos em conta os estudos de Sigmund Freud em A interpretação dos sonhos que diz que tudo no ser humano inicia pela própria boca, podemos dizer que a oralidade é uma das características mais primárias da raça humana. As primeiras relações com o mundo externo, por exemplo, acontecem na fase oral, ainda na infância.
A cultura oral sempre esteve próxima do povo e, por esse motivo, supõe-se que talvez essa seja o nosso início de uma forma literária. As pessoas encontravam-se em frente das casas, nas praças, nas feiras, ou mesmo em volta de uma bela fogueira no pasto ou do fogão de lenha na cozinha da casa, e ali trocavam "causos", falavam das histórias da cidade, de familiares, etc. Era um momento de confraternização e lazer, em que os mais novos ouviam atentas as histórias dos mais velhos. Histórias que um dia estes senhores de longa idade ouviram de seus pais, tios, avós, ou mesmo vivenciaram em algum momento da vida. Nestas prosas as histórias se faziam e refaziam através de fragmentos de memórias e experiências. Mesmo que recontadas por vezes elas não perdiam seu brilho, todos desejavam saber a história. Nesse entendimento, podemos dizer que numa sociedade em que a palavra é importante, o intérprete é valorizado porque sua voz carregava a tradição.
Numa sociedade oral reconhecemos a fala como um meio de preservar a sabedoria dos seus ancestrais. Então, podemos dizer que a tradição oral preserva o testemunho transmitido de uma geração a outra. Uma sociedade oral reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas, também, como um meio de preservação da sabedoria dos antepassados, venerada no que poderíamos chamar elocuções-chave, o que denominamos de tradição oral. A tradição pode ser definida, de fato, como um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra.
Existem ainda diferenças entre história oral e tradição oral. Segundo Freitas, a tradição oral ampara-se em narrativas dependentes de memória; já a história oral, limita-se a entrevistas porque esta trabalha com elementos de memória coletiva e demanda tempo mais amplo de observação da cultura do outro.
Vansina complementa que a tradição oral tem suas características particulares, que são o verbalismo e a sua maneira de transmissão, diferente das fontes escritas. Essa narrativa está sujeita a certas circunstâncias impostas pela história, a sua brevidade: a limitação da memória de que, conta o tempo disponível para a contação; e a simplicidade da roda. Bakhtin diz que a fala está indissoluvelmente ligada às condições da comunicação, que estão sempre ligadas às estruturas sociais. Essas circunstâncias determinam a limitação da quantidade de personagens, as características vagas e estereotipadas da história, a diminuição e imprecisão de referências de espaço e tempo, além da simplificação da ação.
Na tradição oral o conto não tem uma autoria definida, porque ela constitui-se de uma criação coletiva, ou seja, cada contador introduz pequenas alterações, ocasionando modificações na história. Daí vem o velho ditado popular "Quem conta um conto, aumenta um ponto". Apesar desta metamorfose, ele não perde o sinal de origem.
O narrador, ao contar o conto, transformava a história conforme seu entendimento e memória. Além disso, a história tinha o seu toque pessoal que era impossível de ser imitado por outro contador: a entonação de voz, os tipos de linguagem adotados para contar a história, como movimentos corporais, mímicas, etc. E os participantes na roda do conto, cercavam a narrativa com perguntas e comentários impedindo que o contador dessa vazão a sua imaginação criadora.
Existem casos de uma pessoa citar duas tradições diferentes para relatar o mesmo processo histórico. Na sua pesquisa, Vansina encontra informantes de Ruanda que relataram duas versões de uma tradição sobre os Tutsis e Hutus; uma, segundo a qual, o primeiro Tutsi caiu do céu e encontrou o Hutu na terra; e outra, segundo a qual Tutsi e Hutu eram irmãos. Em ambas o processo histórico, o assunto, era o mesmo apesar das variações de versão. Vale lembrar que nem toda informação verbal é uma tradição, como o testemunho ocular e o boato. No testemunho ocular, que tem grande valia porque se trata de algo imediato, não transmitido, mas visualizado, sendo os riscos de distorção do conteúdo mínimos. Aliás, toda tradição oral legítima deveria, na realidade, fundar-se no relato de um testemunho ocular. Já o boato deveria ser excluído. Vansina fala que embora transmita uma mensagem, o boato é resultado, por definição, do ouvir dizer. Por fim, ele se torna tão distorcido que só pode ter valor como expressão da reação popular diante de um determinado ocorrido, dando origem a uma tradição, quando é repetido por gerações posteriores. Daí resta, por fim, a tradição propriamente dita, que transmite as evidências para as gerações futuras.
Com a vinda da escrita, os contos populares passaram por uma adaptação conforme a imaginação de seu autor, diferenciando-se do seu original na tradição oral.
Benjamin denuncia e responsabiliza o surgimento do romance, no início do período moderno, pela morte da narrativa. Com o surgimento da imprensa, e do romance, a narrativa tornou-se arcaica. Ele afirma que “se a narrativa é hoje rara, a difusão da informação é decisivamente responsável por esse declínio”. Também, segundo o filólogo, percebemos isso, por exemplo, quando pedimos num grupo para que alguém narre alguma coisa. Todos ficam embaraçados, muitos não conseguem expressar-se, seja por vergonha ou por simplesmente não saber como o fazer. É como se estivéssemos privados da faculdade de compartilhar experiências.
Enquanto o romance é produto da escrita, a narração é produto da voz e da ação. A alma, a mão e os olhos formam um conjunto interativo na narração. Na narrativa a mão intervém com gestos aprendidos na experiência do trabalho. No romance isso não existe.
Bondía relata que experiência é tudo o que nos passa, o que nos toca. Nosso mundo está pobre de experiências. Um dos motivos que levam ao enfraquecimento da experiência, e, consequentemente, da narrativa, é o excesso de informações. Bondía ainda afirma que “a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase uma antiexperiência”. O sujeito da informação carrega muitas informações, passa o tempo buscando essas informações, porém, esse desejo intenso de manter-se informado, faz com que nada lhe aconteça de novo. Por esse motivo, devemos separar experiência de informação. E depois desta informação, vem a necessidade de opinião. E a necessidade de opinião desfaz qualquer possibilidade de experiência, e assim nada nos acontece. Outro motivo que leva a ausência da experiência é a falta de tempo. Benjamin alega que a narrativa necessita do ócio para existir. Em nossa atual sociedade somos bombardeados por informações a cada segundo e não temos tempo para refletir sobre elas. Bondía afirma que “a velocidade com que nos são dados os acontecimentos e a obsessão pela novidade impede a conexão significativa entre acontecimentos”.
A história se perde quando não são conservadas e quando não são recontadas por quem as ouve. Leskov reflete, em uma carta, que “a literatura não é para mim uma arte, mas um trabalho manual”. Benjamin complementa dizendo “o homem de hoje não cultiva o que pode ser abreviado. Com efeito, o homem conseguiu abreviar até a narrativa”.
Referências Bibliográficas
BAKHTIN, M. M. Os gêneros do discurso. Estética da criação verbal. Tradução Paulo Bezerra. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006., p 15.
BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov: magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. v.1, p.197-221.
BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n.19, jan./abr. 2002, p.20-28.
VANSINA, Jan. A tradição oral e sua metodologia. História geral da África: metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1982. v.1., p 141
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Reflexões sobre o mundo loko...
O mundo está carente. Pessoas buscam abraços vazios e beijos falsas p suprir a solidão. Homens e mulheres iludem-se com palavras e carícias mentirosas, que trazem um prazer efêmero. Isto tudo e resultado de uma sociedade que não da chance a experiencia, ao conhecer. Temos medo da intimidade e de experimentações e, por isso, entregamo-nos a tudo que e intenso e rápido. Valorizamos o ser pelo ter, ignorante a essência que e a verdade do ser humano.
Ignoramos a beleza da simplicidade e dos processos de experimentação a longo prazo e compramos o artificial e pronto como se não houvesse o amanha.E as consequência dessas escolhas reflete-se no aumento da violência, no aumento de mortes por suicídio, na quantidade de crianças abandonadas pelos pais, aumento do estresse, entre outros males do mundo contemporâneo. E o que fazer para mudar isso? Como causar o desaceleramento da humanidade, levando a reflexão dos atos e causando a necessidade de um recomeço? Como resgatar o Primeiro Amor? são coisas que me fazem refletir atualmente, e minha angustia nao apenas artista, mas também humana.
quarta-feira, 7 de março de 2012
A sabedoria mora com gente humilde
Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos”. Fp 2.3;
Conheço pessoas de todos os tipos: de todos os níveis sociais e intelectuais, de variadas etnias, crenças, etc. Mas as que mais respeito são aquelas que são humildes.
A humildade é rara neste mundo em que vivemos. A sociedade nos ensina a valorizar a imagem e, devido a isso, muitos se endividam tentando manter uma boa imagem, um bom status social, etc. Conheço pessoas que vivem endividadas para ter o melhor celular lançado nos últimos meses, o carro do ano, roupas de marca, estética e musculação. Mas, por trás da imagem montada, está uma pessoa infeliz e endividada.
Feliz é aquele que não sustenta esse tipo de imagem! Orgulho-me das pessoas que mostram simplicidade em seus gestos e palavras. Pessoas que vivem com aquilo que tem e não tem vergonha de ser o que realmente é...
Jesus carregava essa qualidade em seus atos. Podemos ver em várias situações, nos livros de João a Lucas, que apesar de ser grande ele mostrava-se sempre pequeno e sereno. Foi capaz até de lavar os pés de seus discípulos, dando-lhes uma grande lição (“Em seguida pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha”. Jo 13.5). Jesus tinha todos os motivos do mundo para se vangloriar, mas não fazia isso.
A humildade deve ser nossa maior qualidade, a maior qualidade do cristão. Pois é com ela que mostramos que nada somos e que tudo o que somos, fazemos ou temos é para a exclusiva honra e glória do Senhor Deus.
Quem dera se todos nós fossemos assim!.. O mundo seria bem melhor...
P.S.: esse texto dedico àquele que Deus usou para me mostrar na prática o significado destas palavras, meu pai, Antonio Roberto, que hoje descansa nos braços do Senhor.
domingo, 20 de novembro de 2011
Apenas um momento de reflexão sobre o materialismo na Igreja
O materialismo vem com força total nos tempos atuais ensinando que devemos valorizar as
pessoas pelos seus bens, posses, conta bancária, físico escultural... Pouco importa o caráter do
indivíduo, desde que use uma roupa de marca e tenha um carro do ano.
Essa loucura contemporânea, toda essa corrida contra o tempo para ter dinheiro no bolso, mais
reconhecimento e status social, mais beleza física ( e beleza eterna através da plástica e
excesso de atividades esportivas), tem tornado as pessoas frustradas consigo
mesma e, consequentemente, aumentando o número de depressivos, dependentes de álcool e
outras drogas, ansiosos, pessoas com tendência homicida ou suicida, anoréxicos, entre outras
doenças relacionadas a saúde mental. E isso tem cada dia iniciado mais cedo: crianças tem
sido diagnosticadas com essas patologias que por um tempo foi “luxo apenas de adultos”.
Tudo isso me faz recordar da música “Palácios” do Rebanhão (música de grande sucesso na
década de 90 que ainda é bem atual), que diz que “não se acende a luz do sol com os faróis de
um carro conversível do ano”. As pessoas buscam a felicidade em coisas substanciais,
passageiras, esquecendo que a verdadeira felicidade está em libertar-se de tudo isso. Jesus
disse que “qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e, qualquer que a perder
salvá-la-á” (Lucas 17:33). Assusto-me ao ver pessoas cristãs escravas da filosofia do mundo
moderno, valorizando o Ter e ignorando o Ser. Pessoas que abraçam uma teologia vazia que
diz que a prosperidade é tudo, que o crente tem que ser rico, própero e transbordante. Algumas igrejas
adotaram o slogan “Aceite a Cristo e fique rico!” como sua grande bandeira, objetivando quantidade - e perdendo qualidade.
Estes ignoram o
livro de Jó que narra a história de um homem que mesmo se família ou posses foi capaz de
adorar ao Senhor. Estes esquecem a história de Davi e José do Egito, que passaram por várias
tribulações antes da promessa de Deus ser concretizada em suas vidas.
Precisamos nos posicionar contra isso! Dizer não a pregação contrária, e mostrar a verdade em Cristo para que aqueles que estão aprisionados pelo evangelho distorcido sejam libertados pela palavra viva de Jesus.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Nas férias, conheça a programação cultural de São Paulo

Julho é um dos meses mais esperados pela garotada, pois é um momento de descanso das tarefas escolares. Também é o mês das famosas Escolas Bíblicas de Férias, em que os irmãos realizam atividades para falar de Cristo para a comunidade, além de ser um entretenimentos para as nossas crianças. E é um mês para os pais curtirem seus filhos, aproveitarem para passear e conhecer e prestigiar as programações culturais de nossa cidade.
Hoje peço licença para deixar de lado os estudos e aconselhamentos para falar um pouco sobre as programações de nossa cidade. Sabemos que muitos dizem "tudo é muito caro, não temos onde ir para nos divertir". Mas digo, tem sim! Na cidade de São Paulo temos muitas programações gratuitas para serem prestigiadas.
Por exemplo, aos sábados, tenho entrada gratuita na Pinacoteca, Estação Pinacoteca, Museu da Resistência e Museu da Língua Portuguesa. A Pinacoteca guarda um acerto lindíssimo de arte que agrada todos os públicos e idades. Já o Museu da Língua Portuguesa é todo interativo, é um lugar em que as crianças aprendem se divertindo.
Ainda no bairro da Luz, temos a belíssima Sala São Paulo. Aos domingos de manhã, temos os concertos matinais que geralmente custam R$ 2,00, e quem tem carteirinha de estudante ainda paga meia entrada.
Na Av. Paulista tem vários lugares interessante e gratuitos. O Itaú Cultural tem uma excelente programação que vai de Show de música, teatro infantil e adulto, até exposições, todos gratuitos. O Teatro do Sesi também tem uma boa seleção de espetáculos teatrais, cinema, aprensentações de música clássica e exposições. Sobre espetáculos e show, tem alguns que são pagos, mas um valor bem acessível, mas a maioria deles são gratuitos e devem ser adquiridos na bilheteria que abre as 11h.
Fora isso, tem a feira de artesanato e antiguidades e o parque do Trianon.
O Masp, também na paulista, tem entrada gratuita toda terça, é uma boa pedida para visita.
E para os apaixonados por cinema, a Galeria Olido e o Centro Cultural Vergueiro oferece uma programação de filmes riquíssima em qualidade e arte. E o melhor, gratuito! Geralmente as sessões são no período tarde e noite.
Na Barra Funda temos o Memorial da América Latina, um local que enche os olhos e que registra a história e cultura de nosso continente. E temos também o famoso Parque do Ibirapuera, que tem o Museu AfroBrasil com entrada gratuita e, daqui alguns meses, a Bienal de Artes.
Existe muita coisa boa e acessível em SP, uma programação cultural infinita para todos os gostos. Espero que as dicas sejam de bom uso a todos e, outra dica para finalizar, indico o site Catraca Livre que traz toda a programação de nossa cidade, além de sortear ingressos para os que acessam o site. E também, não posso deixar de citar, o site Guiame.com, que disponibiliza também informações de programação cultural e cristã para apreciação de todos.
Lembro sempre que é muito bom tirarmos esses momentos de lazer com nossos familiares, é uma forma que fortalecer vínculos, de descansar da correrias e responsabilidades do dia a dia, e de conhecer coisas novas. Espero que essas dicas sejam de bom uso para todos e que sejam aproveitadas não apenas para o mês de férias, mas para o ano todo!
Por Fabricia Silva
domingo, 26 de junho de 2011
Eu não posso nada, mas sei quem pode...
"Se eu puder ser uma luz a brilhar na escuridão..." A composição de um amigo me fez meditar sobre minha atual angústia. Como ser luz num mundo em que as pessoas já se conformaram em viver na escuridão? Como salgar uma terra que está podre?
Creio que todo missionário passa por seus momentos de frustrações e desencantos ao se deparar com essa realidade. É difícil e desconcertante você ver uma pessoa afundando no poço sem fundo e, ao oferecer o braço para ajudá-la a sair do poço, ela recusar seu braço e deixar-se afogar. É triste ver uma pessoa, que poderia ter uma vida brilhante pela frente, morrer aos poucos, totalmente entregue ao ao uso excessivo de drogas. É trágico deparar-se com uma juventude desviada, sem freios ou regras, trabalhando no tráfico, sem perspectivas de futuro.
Creio que a maior frustração de uma pessoa que ama o trabalho social é quando nos conscientizamos que não somos capazes de mudar nada... Não fazemos a diferença. Fazemos o mesmo que todo mundo...
E daí, nos damos conta que a única pessoa capaz de mudar as situações, de dar uma virada 180º graus, é Jesus. Só Ele pode tocar fundo na ferida, tratar, cicatrizar. Só Ele sabe o que se passa na mente e no coração de cada um de nós... Só Ele pode solucionar os problemas que nos aflige e nos destroem por dentro. Só Ele é capaz de resgatar vidas que se encontram na lama da marginalidade, maltrapilhas, e fazer essas pessoas enxergarem um mundo novo, de múltiplas possibilidades.
Eu não sou capaz de mudar a vida de uma pessoa, mas Jesus é!
E nestas horas peço a Deus que manifeste o seu poder e sua força, que Sua presença prevaleça em todos os lugares, especialmente naqueles que eu não posso falar o nome Dele (pois as questões éticas me proíbe). Clamo ao Pai para que console o coração dos aflitos, traga esperança aos que já a perderam, que mostre o caminho aos perdidos...
E tenho fé que Ele ouvirá meu pedido, e agirá.
sábado, 7 de maio de 2011
Cálice Artista!

Pai, afasta de mim esse cálice Pai...
Pois a hipocrisia mora no meio da tua arte
E tapa a boca daqueles que andam na contramão
Pobre gouché oprimido e cansado de lutar sozinho por uma multidão.
Pai, afasta de mim esse cálice Pai...
Pois o direito de escolha já não existe
A menoria que busca fama e luxuria comanda
Pessoas se vendem por um mero guizado com lentilhas ,
Esquecem que o puro de coracão será o único merecedor do banquete
Pai, afasta de mim esse cálice Pai...
Pois a falta de respeito escravizou a tua arte.
Num país que se diz democrático poucos tem direitos, e o resto é preconceito
Ou se prova dos manjares sendo prostituto mente aberta conforme o conceito dos gigantes
Ou será classificado como um causador de contendas por ter opinião e posição
Pai, afasta de mim esse cálice Pai...
Pois a arte que bate em meu peito me faz livre e não me aprisiona em celas
A arte que quero viver me dá asas para voar... e não algemas.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Um profeta sem honra
Mateus 13:53-58 diz:
"E Jesus, tendo concluido estas parábolas, se retirou dali.E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles."
Muitos já passaram por situações parecidas com essa em sua própria casa. Neemias foi até jurado de morte por desejar fazer aquilo que Deus tinha colocado em seu coração, levantar os muros de Israel. José do Egito, que um dia sonhara com os planos de Deus em sua vida, foi vendido como escravo. Davi, apesar de ungido, precisou fazer cair um gigante para que todos o olhassem como um grande servo de Deus. E mesmo assim passou por várias lutas até ser coroado como tal.
Uma vez um pregador falou que a vida daquele que escolhe servir a Cristo é solitária. Hoje vejo que é real, seguir a Cristo é entrar numa estrada estreira e difícil de se andar, não é para qualquer um...
Em especial quando se quer trabalhar para Cristo. No meio eclesiástico você tem duas escolhas: ou você se integra ao sistema eclesiástico e vira um "bom crente" e aceita as normas implantadas, ou você será chamado de rebelde e recriminado por todos. No rap "A graça da garça", do Estrategema de Deus, ele descreve poéticamente uma triste realidade da igreja moderna:
"Mas ai de nós que temos espírito de ousadia,
No mínimo dirão que é espírito de rebeldia.
Deus tem o espírito santo, o diabo espírito imundo,
Os homens criaram espírito de rebeldia pra manter nosso espírito mudo.
Shhhii, calado! nem pense em fazer cara feia.
É melhor não discordar se quiser participar da ceia.
Eu vim pra fazer graça, mas não sorria porque é sério,
Foi fazendo essa mesma graça que morreu martin lutero."
Ser rebelde para alguns é ter opinião diferente da maioria. Alguns definem que, para fazer parte de um grupo determinado, você tem que abrir mão da sua opinião, da sua personalidade, de seus talentos e, especialmente, daquilo que Deus manda você fazer. Você deve abrir mão de tudo isso e aceitar as regras dos" gigantes" pois este sim são "ungidos" para pensar por você. Tudo o que eles disserem para fazer, deve ser feito com alegria e sem questionamentos.
Mas aí me pergunto: A quem devo ouvir: a Deus ou aos homens?
A quem devo seguir: A Jesus, ou a Eclésia?
Uma amiga disse esses dias, ao discutirmos sobre esse tema, que um líder tem que tem posicionamento. E que esse posicionamento nem sempre agrada a maioria, levando em conta que hoje alguns obreiros valorizam mais a quantidade que a qualidade. E, por esse motivo, prega um evangelho dos sonhos, onde ser evangélico é sinônimo de sucesso, riqueza e honrarias... E esquecem de falar que ser cristão de verdade é abrir mão de tudo o que agrada o mundo, amar e ter as palavras das escrituras sagradas no coração. Esquecem de dizer que ao escolher carregar a Cruz você andará num caminho estreito, que assim como Jesus não foi aceito por muitos, você também não será aceito.
Eu não sei você que lê esse artigo, mas se ser rebelde é amar a Deus sobre todas as coisas e ter uma posição diferenciada dentro da sociedade (uma postura dentro dos conceitos cristão que me faz ser reconhecida como Filha de Deus pelas minhas atitudes e não pela minha aparência), assim eu serei.
Sou rebelde para o mundo, mas sou serva para Deus.
.
"E Jesus, tendo concluido estas parábolas, se retirou dali.E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles."
Muitos já passaram por situações parecidas com essa em sua própria casa. Neemias foi até jurado de morte por desejar fazer aquilo que Deus tinha colocado em seu coração, levantar os muros de Israel. José do Egito, que um dia sonhara com os planos de Deus em sua vida, foi vendido como escravo. Davi, apesar de ungido, precisou fazer cair um gigante para que todos o olhassem como um grande servo de Deus. E mesmo assim passou por várias lutas até ser coroado como tal.
Uma vez um pregador falou que a vida daquele que escolhe servir a Cristo é solitária. Hoje vejo que é real, seguir a Cristo é entrar numa estrada estreira e difícil de se andar, não é para qualquer um...
Em especial quando se quer trabalhar para Cristo. No meio eclesiástico você tem duas escolhas: ou você se integra ao sistema eclesiástico e vira um "bom crente" e aceita as normas implantadas, ou você será chamado de rebelde e recriminado por todos. No rap "A graça da garça", do Estrategema de Deus, ele descreve poéticamente uma triste realidade da igreja moderna:
"Mas ai de nós que temos espírito de ousadia,
No mínimo dirão que é espírito de rebeldia.
Deus tem o espírito santo, o diabo espírito imundo,
Os homens criaram espírito de rebeldia pra manter nosso espírito mudo.
Shhhii, calado! nem pense em fazer cara feia.
É melhor não discordar se quiser participar da ceia.
Eu vim pra fazer graça, mas não sorria porque é sério,
Foi fazendo essa mesma graça que morreu martin lutero."
Ser rebelde para alguns é ter opinião diferente da maioria. Alguns definem que, para fazer parte de um grupo determinado, você tem que abrir mão da sua opinião, da sua personalidade, de seus talentos e, especialmente, daquilo que Deus manda você fazer. Você deve abrir mão de tudo isso e aceitar as regras dos" gigantes" pois este sim são "ungidos" para pensar por você. Tudo o que eles disserem para fazer, deve ser feito com alegria e sem questionamentos.
Mas aí me pergunto: A quem devo ouvir: a Deus ou aos homens?
A quem devo seguir: A Jesus, ou a Eclésia?
Uma amiga disse esses dias, ao discutirmos sobre esse tema, que um líder tem que tem posicionamento. E que esse posicionamento nem sempre agrada a maioria, levando em conta que hoje alguns obreiros valorizam mais a quantidade que a qualidade. E, por esse motivo, prega um evangelho dos sonhos, onde ser evangélico é sinônimo de sucesso, riqueza e honrarias... E esquecem de falar que ser cristão de verdade é abrir mão de tudo o que agrada o mundo, amar e ter as palavras das escrituras sagradas no coração. Esquecem de dizer que ao escolher carregar a Cruz você andará num caminho estreito, que assim como Jesus não foi aceito por muitos, você também não será aceito.
Eu não sei você que lê esse artigo, mas se ser rebelde é amar a Deus sobre todas as coisas e ter uma posição diferenciada dentro da sociedade (uma postura dentro dos conceitos cristão que me faz ser reconhecida como Filha de Deus pelas minhas atitudes e não pela minha aparência), assim eu serei.
Sou rebelde para o mundo, mas sou serva para Deus.
.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A função da arte-educação

Com certeza você já ouviu alguém dizer que é arte-educador. Como já disse, está meio na moda ser arte-educador! Mas, quer saber mesmo se a pessoa é, de fato, um(a) arte-educador(a)? Faça o seguinte teste: Ao invés de perguntar para a criatura o que ela faz, pergunte qual a função do que ela faz. Isso mesmo, pergunte sobre o que é a arte-educação, para que serve mesmo.
Já é suficiente perguntar, na maioria dos casos, “o que é arte?” que já vai começar a se enrolar para responder… Mas se vier com aquele “papo-aranha” de “arte é sentimento”, “é individual” ou ainda “a arte é unicamente a expressão do EU do indivíduo”, ou qualquer outra dessas baboseiras na mesma linha, etc. e tal, pode ter certeza, que a criatura sequer faz idéia do que é arte, muito menos do que signifique ser arte-educador, que dirá de saber qual a função da arte-educação! Maaas… Como ele(a) acha bacana o termo, lá vai ele(a) seguindo sua vida, sempre com algum projeto em andamento ou, se não em andamento, está na idéia, esperando um patrocinador…
Essa visão de “livre expressão” é uma abordagem que era bem comum até a década de 80, com o tempo foi melhorando, mas é comum ainda ouvir dizer que a pessoa é arte-educador porque trabalha com arte. Seja porque desenvolve projetos de inclusão social pela arte (Estes projetos sozinhos já dão pano pra manga para serem discutidos, mas deixemos para outro tópico.); ou porque promove eventos de arte, ou, ainda, porque dá aulas de trabalhos manuais ou artesanato. Assim colocado parece que a função de um arte-educador está qualquer coisa entre produtor cultural e terapeuta, o que está errado. Produtor cultural é uma coisa, terapeuta é outra e arte-educador é ainda outra.
Não é porque você trabalha com arte que é arte-educador! Não é porque você dá aulas de artesanato, ou trabalhos manuais, que seja arte-educador. Não é porque você tem um trabalho social, mesmo que muitíssimo bem-feito, onde sejam desenvolvidos programas de geração de renda que isso é arte-educação.
Quem trabalha com arte pode, inclusive, ser arte-educador, mas isso não é automático. Quem dá aulas de trabalhos manuais e/ou artesanato, idem. A arte-educação tem propostas que vão além do ensino de uma técnica, seja artesanal ou artística. E não é somente “expressão do eu” ou da “individualidade” tampouco.
Arte é área de conhecimento e, como tal, tem conteúdos específicos que são trabalhados (ensinados e aprendidos) pelo arte-educador junto com seus alunos.
Outro conceito equivocadamente compreendido sobre a função da arte – educação é o conceito de interdisciplinaridade. Usar arte, na educação, como ferramenta de ensino de outras disciplinas não é arte-educação. Ilustrar textos em aulas de português; fazer teatrinho nas aulas de história ou usar origami nas aulas de matemática não é arte-educação. Nestes casos está se usando a arte como ferramenta, não de forma interdisciplinar.
Vamos começar do fim para entender: Para que serve aprender arte?
Não raras vezes, infelizmente, ouvimos dizer que aprender arte nos torna mais sensíveis, pessoas melhores, e outras colocações romântico-patéticas como estas.
O ensino de arte tem várias funções, dentre elas o fazer artístico, a história da arte e a apreciação ou fruição artística a arte-educação promove todos estes aspectos em conjunto, visando uma formação mais consistente e ampla do indivíduo, não para ele ser bonzinho. Quando nos limitamos a entender a arte e seu ensino a isso, limitamos também o papel da arte na vida dos indivíduos.
Ana Mae Barbosa, uma das maiores pesquisadoras brasileiras sobre o tema arte-educação, em seu livro Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, deixa bem claro o potencial da arte como área de conhecimento ao dizer que “Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada”. (BARBOSA, 2003, p.18)
Todo regime de governo com base no uso da força (ditaduras, de qualquer ideologia) têm um traço comum: Insistem ampla e claramente na censura.
E a censura é feita onde, principalmente? Nas formas de manifestação artística.
E por que fazem isso?
Por que quando um indivíduo é levado a experimentar e refletir sobre si e o mundo, que é o que a arte proporciona, é encaminhado nos passos do desenvolvimento do ser humano. E seres humanos desenvolvidos não “baixam a cabeça” como “bois” e seguem ordens.
Só esta informação já nos dá uma pequena visão da Função da Arte. Passam a ser seres que pensam! E, como diria o poeta “quem pensa por si mesmo, é livre e, ser livre, é coisa muito séria!” (Renato Russo).
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Jurema Sampaio é Mestre em Artes Visuais, especialista em Ensino e Produção de Arte, licenciada em Arte-Educação, Desenho e Artes Plásticas (PUC-Campinas). Atualmente cursa Doutorado. Professora Universitária.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
E Deus ama os loucos...

Sim, isso mesmo! Hoje cheguei a conclusão que Deus ama os loucos.
Por que? Porque os loucos não medem as consequências, não pensam, e se entregam de cabeça. Só pode ser louco aquele que ama e é fiel a cada palavra escrita na bíblia; que é capaz de enfrentar toda uma sociedade por amor a cada letra das escrituras sagradas.É necessário ser insano para amar seu próximo intensamente numa sociedade em que o capital (dinheiro) e o individualismo imperam. É necessário não ter "os parafusos no lugar" para contrariar todo um sistema sabendo que, devido a sua atitude, será marginalizado pelas pessoas.
Tem que ser louco para abandonar tudo e seguir um novo rumo que você não sabe onde vai dar... É necessário ser louco o bastante para andar sobre o mar ou mesmo enfrentar gigantes!
Fico a imaginar a cara dos soldados ao verem Davi, mirrado, com seu estilingue, apresentando-se para enfrentar um gigante que colocava medo em toda uma tropa com homens fortes, corpulentos, preparados para grandes combates. Logo Davi fez um gigante cair!
Fico a imaginar a cara daqueles que zombavam da fé de Daniel ao verem-no sair da cova dos leões intacto, sem arranhões ou mordidas, e glorificando a Deus.
É, irmãos, Deus ama os loucos desvairados que creem cegamente Nele!
Deus ama aqueles que vão na contramão do sistema em Amor a Sua palavra. Deus ama aquele que é fiel ao desconhecido e sobrenatural. Deus se cativa ao ver que uma pessoa confia mais Nele do que no homem.
Convido você a ser mais um louco insano apaixonado por Jesus. Convido você a ser capaz de enfrentar leões por amor a Deus, a ser radical e abominar tudo aquilo que afronta a Palavra do Senhor.
Ser cristão não é ser religioso, mas sim ter um estilo de vida diferenciado que vai na contramão do sistema e que segue as pegadas de Cristo. Ser cristão não é moda, e essa loucura é para poucos...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Bíblia da Câmara de Franco da Rocha (SP) permanece intacta após inundação, diz vereador
Em meio a todo o estrago causado pelas chuvas na Câmara Municipal de Franco da Rocha (Grande São Paulo), que ficou debaixo d’água durante três dias, uma Bíblia aparentemente se manteve intacta, ainda não se sabe como. É o que diz o presidente da Casa, vereador Toninho Lopes (DEM).
Segundo ele, o livro sagrado, que estava aberto no Salmo 143-144 sobre a mesa do plenário, ficou cerca de 30 centímetros abaixo da marca d’água existente na parede (que alcançou pouco mais de 1,5 m). A enxurrada não alcançou o crucifixo que adorna a parede.
Lopes diz que o livro estava lá antes da inundação, que aconteceu na madrugada de terça para quarta-feira da semana passada. Na quarta-feira, a reportagem andou de barco ao redor da câmara, que estava cheia d´água a uma altura de mais de um metro e meio.
Ao meio-dia da última sexta-feira (14), o presidente da casa convidou a reportagem a acompanhá-lo em sua primeira visita ao local após as cheias, quando as águas já tinham baixado consideravelmente e quando o livro foi encontrado. O vereador atribui o fenômeno, ainda sem explicação, à justiça divina.
“Isso é um sinal de que Deus é justo. Mesmo com todo o prejuízo que a cidade teve, as vidas foram preservadas. Em volta estava tudo revirado: mesas, poltronas, mas a Bíblia se salvou.”
Lopes diz não acreditar que a Câmara vire um lugar de peregrinação, mas afirma que o local está aberto para quem se interessar em ver o livro, cujas páginas diziam frases como “Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”.
O presidente da Câmara informou que o prejuízo da casa foi grande e que pretende reconstrui-la com verba da prefeitura e com uma indenização que pretende pedir à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de SP), a quem responsabiliza pelo desastre em Franco da Rocha.
“A Câmara vai ter que recomeçar do zero. Perdemos 34 computadores, documentos, móveis, informações contábeis, legislações. Tenho 90% de certeza de que a culpa da inundação aqui foi da Sabesp”, disse Lopes.
A afirmação se deve ao fato de a companhia ter aumentado a vazão da represa Paiva Castro, que estava com 97% de sua capacidade após as chuvas e corria o risco de transbordar.
A Sabesp nega que tenha contribuído com a inundação. Segundo, Helio Castro, superintendente da companhia, a represa evitou que as inundações na cidade fossem piores, pois segurou a maior parte das águas da chuva. Além disso, diz Castro a cidade já estava inundada devido às chuvas.
Fonte: Folha
Segundo ele, o livro sagrado, que estava aberto no Salmo 143-144 sobre a mesa do plenário, ficou cerca de 30 centímetros abaixo da marca d’água existente na parede (que alcançou pouco mais de 1,5 m). A enxurrada não alcançou o crucifixo que adorna a parede.
Lopes diz que o livro estava lá antes da inundação, que aconteceu na madrugada de terça para quarta-feira da semana passada. Na quarta-feira, a reportagem andou de barco ao redor da câmara, que estava cheia d´água a uma altura de mais de um metro e meio.
Ao meio-dia da última sexta-feira (14), o presidente da casa convidou a reportagem a acompanhá-lo em sua primeira visita ao local após as cheias, quando as águas já tinham baixado consideravelmente e quando o livro foi encontrado. O vereador atribui o fenômeno, ainda sem explicação, à justiça divina.
“Isso é um sinal de que Deus é justo. Mesmo com todo o prejuízo que a cidade teve, as vidas foram preservadas. Em volta estava tudo revirado: mesas, poltronas, mas a Bíblia se salvou.”
Lopes diz não acreditar que a Câmara vire um lugar de peregrinação, mas afirma que o local está aberto para quem se interessar em ver o livro, cujas páginas diziam frases como “Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”.
O presidente da Câmara informou que o prejuízo da casa foi grande e que pretende reconstrui-la com verba da prefeitura e com uma indenização que pretende pedir à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de SP), a quem responsabiliza pelo desastre em Franco da Rocha.
“A Câmara vai ter que recomeçar do zero. Perdemos 34 computadores, documentos, móveis, informações contábeis, legislações. Tenho 90% de certeza de que a culpa da inundação aqui foi da Sabesp”, disse Lopes.
A afirmação se deve ao fato de a companhia ter aumentado a vazão da represa Paiva Castro, que estava com 97% de sua capacidade após as chuvas e corria o risco de transbordar.
A Sabesp nega que tenha contribuído com a inundação. Segundo, Helio Castro, superintendente da companhia, a represa evitou que as inundações na cidade fossem piores, pois segurou a maior parte das águas da chuva. Além disso, diz Castro a cidade já estava inundada devido às chuvas.
Fonte: Folha
sábado, 15 de janeiro de 2011
Colored People :o): Nossos inimigos dizem... por Bertold Brecht
Colored People :o): Nossos inimigos dizem... por Bertold Brecht: "Nossos inimigos dizem: a luta terminou. Mas nós dizemos: ela começou. Nossos inimigos dizem: a verdade está liquidada. Mas nós sabemos: ..."
Nossos inimigos dizem... por Bertold Brecht

Nossos inimigos dizem: a luta terminou.
Mas nós dizemos: ela começou.
Nossos inimigos dizem: a verdade está liquidada.
Mas nós sabemos: nós a sabemos ainda.
Nossos inimigos dizem: mesmo que ainda se conheça a verdade
ela não pode mais ser divulgada.
Mas nós a divulgaremos.
É a véspera da batalha.
É a preparação de nossos quadros.
É o estudo do plano de luta.
É o dia antes da queda de nossos inimigos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Novos rumos, novas responsabilidades... Obrigada, Deus!
O ano de 2011 começou com tristezas e alegrias ao mesmo tempo.
Triste porque tive que sair do projeto Pró Jovem, e feliz porque fui convocada para trabalhar no Caps com prevenção e tratamento de dependentes químicos.
Esse último realmente considero um grande presente pois é um desejo que tinha no coração mas que nunca pensei em trabalhar nesta área.
Agradeço a Deus pela oportunidade e peço a Ele que me dê a direção, sabedoria, criatividade para assumir o cargo conforme deve ser...
Porque tenho certeza que foi Deus quem mê introduziu naquele lugar.
Triste porque tive que sair do projeto Pró Jovem, e feliz porque fui convocada para trabalhar no Caps com prevenção e tratamento de dependentes químicos.
Esse último realmente considero um grande presente pois é um desejo que tinha no coração mas que nunca pensei em trabalhar nesta área.
Agradeço a Deus pela oportunidade e peço a Ele que me dê a direção, sabedoria, criatividade para assumir o cargo conforme deve ser...
Porque tenho certeza que foi Deus quem mê introduziu naquele lugar.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Ano novo na direção do Pai...

Confesso que no segundo semestre de 2010 me entristeci um pouco com a postura da Igreja: pregadores fazendo do púlpito um mercado de milagres; pessoas cegas que aceitam pregações que mais parece um "mercado gospel" de oportunidades finaceiras; símbolos natalinos dentro de igrejas (árvores de natal, gorros do papai noel, etc).
Porém, nos últimos minutos do velho ano vivi uma experiência única e que presenciei em nenhuma igreja aqui da capital ou ABC. Passei minha virada de ano de joelhos, adorando ao Senhor. Depois de oficializada a virada, o pastor leu a primeira palavra do ano e tomamos a ceia. Pode até parecer uma coisa boba para alguns (e até mesmo chata), mas acho que essa foi a melhor virada de ano que já passei em toda minha vida!
Foi maravilhoso passar a virada do ano com o Pai Celestial. E, naquele momento, aproveitei para entregar nas mãos de Deus meus sonhos: metas pessoais, profissionais e ministeriais. Pedi a Ele orientação, que me mostre o que realmente era certo ou não para mim. Renovei minha aliança com Ele. Prometi ser uma filha mais dedicada neste novo ano.
No final de minha oração pude sentir o abraço alegre de Deus a me envolver, dando-me a certeza de que Ele recebeu a minha oração.
É engraçado! As pessoas perdem tanto tempo buscando soluções financeiras nos púlpitos, profecias de cura e libertação, pagam ofertas altas para ter seu "milagre garantido" sem ao menos perguntar a Deus se aquela era ou não a direção de Dele. Muitos agem como se Deus fosse um mero gênio da lâmpada a disposição para realizar seus desejos, e esquecem que Deus é um Pai de Amor, Misericordioso mas Justo. Esquecem que nem sempre o certo, e o que Deus quer para nossa vida, é aquilo que desejamos. Por muitas vezes pude experimentar essa última frase em minha vida e ver que ela é real. Só aquilo que é da vontade de Deus se concretiza em nossa vida. As coisas acontecem não da forma que queremos ou não hora que desejamos , mas sim da forma que Deus quer que elas aconteçam e em seu tempo - que por sinal é bem diferente do nosso.
Enfim, queria repartir essa experiência com os leitores - uma entre tantas que já postei aqui. Aproveito para desejar um Ano novo com a direção do Papai Celestial para você e sua família!
Vale a pena assistir!
Essa animação foi realizada por um amigo, Marcos Paulo.
Muiiiito lindo! Vale a pena assistir!
http://www.youtube.com/watch?v=OAvgmKANf2Q
Muiiiito lindo! Vale a pena assistir!
http://www.youtube.com/watch?v=OAvgmKANf2Q
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O sentido do Natal

Uma bela mensagem de natal de recebi do meu amigo Edu Molina e que posto para nossa reflexão.
Queridos amigos,
O Natal se aproxima e gostaria de convidá-los a refletirem comigo sobre este tema e o que realmente ele é, qual o seu real significado e o que isso impacta na minha vida e na tua.
Que Deus os abençoe !
Um grande abraço, no amor do Mestre,
Edu.
O Sentido do Natal
Natal. Uma data especial, significativa, mas que tem o seu sentido distorcido pelo contexto do mundo em que vivemos. Se pararmos para perguntar o que é o Natal, as respostas serão diversas, como por exemplo, é um feriado, é um dia em que se trocam presentes, a família se reúne para cear e muitos ainda associam o Natal com a figura do Papai Noel. O nascimento de Jesus se tornou um pretexto para o comércio, uma grande jogada de marketing, e poucos sabem exatamente o que significou este acontecimento para a história do mundo, pois estamos tão preocupados em montar os enfeites, às árvores de Natal, a decoração de toda a casa, os preparativos para a festa, as pessoas que serão convidadas, enfim, nos preocupamos com tantas coisas que nos esquecemos do verdadeiro dono da festa. Sem Jesus, não haveria Natal.
Nos acostumamos desde pequenos que o Natal é época de se ganhar presentes, e muitas vezes nos endividamos ainda mais por isso. Mas, se fizermos uma boa análise, nós é que teríamos que oferecer o presente, como os pastores que estavam no campo na noite do nascimento de Jesus (Lucas 2:8-14). Esses homens, provavelmente, eram responsáveis por guardar o rebanho que era oferecido no Templo como oferta, e, ao contrário do que se pensa, eram mal vistos e desvalorizados, pois estavam sempre no campo e não podiam participar dos sacrifícios, sendo muitas vezes confundidos com ladrões. Eram homens importantes, mas sem importância. Interessante notar que, mesmo assim, eles estavam fazendo o seu trabalho de forma competente, estavam atentos e prontos, preparados para as mais diversas situações e isto nos mostra uma grande lição: pessoas despreparadas, desocupadas, não têm utilidade no Reino de Deus.
Embora fossem homens desvalorizados, eles foram recompensados com, talvez, a maior glória que alguém poderia ter, pois contemplaram um anjo do Senhor trazendo a notícia que mudaria a história da humanidade, a história de suas próprias vidas! Eles seriam os primeiros a verem Jesus, iriam presenciar o Salvador da humanidade ainda bebê. Que privilégio! Imagine como seria estar lá, no lugar deles, contemplando a glória do Senhor naquela manjedoura, adorando-o, oferecendo-lhe os melhores presentes, quem sabe, pegando-o no colo, fazendo-lhe carinho e, depois de muitos anos, enquanto as pessoas se maravilhavam com os ensinamentos de Jesus, eles se alegrariam em seus corações por saberem que foram os primeiros a se maravilharem com aquele homem. E, embora as Boas Novas estivessem sendo transmitidas para os pastores, elas se estendiam para toda a humanidade. Não importa quem somos, o que fazemos, qual o nosso nível social, qual o nosso grau de educação, as Boas Novas são para todos!
Os anjos eram os mensageiros de Deus no Novo Testamento para transmitirem alguma mensagem importante para os homens, quando apareciam, devido ao poder sobrenatural que tinham, causavam espanto e admiração. Quando aquele anjo apareceu, os pastores tiveram um grande temor, segundo diz o texto de Lucas, e este sentimento é necessário para que possamos nos manter na presença de Deus. O anjo os tranqüilizou, os encorajou e após transmitir a mensagem, uma milícia celestial se juntou a ele e todos, anjos e homens, adoravam ao Senhor, reconhecendo sua soberania, sua glória, sua majestade. Que momento ímpar!
Mas, qual a mensagem que o anjo transmitiu para aqueles pastores? A mensagem da salvação. “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:11). Por vezes lemos este trecho da Bíblia, vemos várias encenações teatrais, jograis, musicais e não conseguimos captar a essência que o torna um dos mais belos textos da Palavra de Deus. Por mais simples que possa parecer, este texto é de uma riqueza e de uma magnitude sem igual, pois nele está declarado o verdadeiro e único sentido do Natal, está declarado o que toda a humanidade precisa saber, nele está contido o plano de Deus para a salvação do mundo. E, nada melhor do que falar de salvação em uma data como o Natal.
“O Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Esta pequena frase revela três características deste menino que nasceu. Essas características tem o poder de transformar vidas, de salvar os pecadores, de aproximar as pessoas de Jesus, de resgatar o plano original e perfeito de Deus, de uma entrega profunda e plena de nossas vidas para o Senhor.
Jesus veio ao mundo para ser o Salvador da humanidade. O verdadeiro sentido do Natal só é alcançado quando Jesus se torna o nosso Salvador pessoal. No plano perfeito de Deus, o homem foi criado para se relacionar com Ele, mas, o homem escolheu o seu caminho e se afastou de Deus por causa do pecado. Logo após o homem ter escolhido o seu caminho, veio a primeira profecia do nascimento do Salvador: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15). Este texto é chamado de Proto-evangelho, ou seja, a primeira referência ao necessário Redentor, aquele que seria o único capaz de efetuar a purificação do pecado e pagar a terrível pena que ele traz. Se observamos bem, o termo usado é “descendente”, uma referência clara feita a pessoa de Jesus, descendente de Eva e não de toda a raça humana (Gálatas 3:16). Jesus veio para nos salvar do pecado,das astutas ciladas do diabo, da morte, da condenação eterna. Este é o maior amor que alguém poderia ter.
O Salvador é Cristo. Cristo vem do hebraico Messias, ou “ungido”. O verdadeiro sentido do natal só é alcançado quando Jesus se torna o meu Rei. Não nasceu apenas um Salvador, nasceu também um Rei que possuía uma missão. No Antigo Testamento, um profeta ungia o homem que fosse o escolhido por Deus para governar o seu povo, e este seria o responsável por levar o povo a cumprir a vontade de Deus, e embora fossem homens imperfeitos, não deixavam de ser usados por Ele. Jesus veio como o Rei que iria constituir o seu reino entre os homens, veio para governar sobre o seu povo, para guiá-lo e conduzi-lo até a vida eterna, até estabelecer o seu reino celestial. Os judeus esperavam um rei que fosse nascer cercado de glória e majestade, em um palácio, que comandaria um exército que enfrentaria os seus opressores, que os livrariam do império romano. Mas Jesus nasce em uma manjedoura, cercado por animais em uma estrebaria, e ao invés de pegar em armas, pregou a paz entre os homens. Jesus é o ungido de Deus, o Messias, e nós somos o seu povo. Ele estabeleceu o seu reino na terra e virá nos buscar para reinarmos com Ele na eternidade.
O Salvador é Cristo, o Senhor. O verdadeiro sentido do Natal só é alcançado quando Jesus se torna o meu Senhor. Quando entendo que Jesus é o Senhor, entendo que sou servo dele, que ele é meu dono, que sou escravo dele, que irei obedecê-lo incondicionalmente. Certa vez Jesus fez um discurso duro e as pessoas começaram a ir embora e ele questionou os discípulos para saber se iriam também, mas, Pedro respondeu “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:68). Pedro reconheceu que Jesus era o Senhor e reconheceu que precisa estar submisso a Ele para obter a vida eterna. O Senhor tem domínio total sobre as nossas vidas. É impossível ter Jesus como Salvador se o recusar como Senhor.
Será que Cristo tem sido o Senhor da tua vida? Você só poderá ser salvo se Jesus for o teu Senhor. Jesus está chamando cada um de nós para perto dele e Ele deseja salvar a todos, sem exceção, basta querermos.
Esta mensagem poderosa foi passada para aqueles pastores em uma noite de Natal e eles entenderam e partiram apressadamente para o encontro de Jesus. Que nós possamos entender que Jesus é o nosso Salvador, o Messias, o Senhor, para desta forma compreendermos o que é o Natal e termos as nossas vidas transformadas. Que Deus os abençoe ricamente e faça deste Natal um verdadeiro Natal para todos nós. Amém.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Socorro!!! Papai Noel invadiu a igreja...

Neste último domingo me deparei com coisas que me deixaram meio tristes e confusas que me encheram de perguntas: Será que estou ficando velha (quadrada) ou será que a igreja está forçando uma modernidade errada? Ou será que estou perdendo a fé e ficando cética demais? Será que preciso parar de ler a bíblia e ser menos racional e mais emocional?!
Logo ao entrar, deparei com uma gigante, e até que bonita, árvore de natal sob o pulpito. A árvore de natal, usada nesta época, para alguns teólogos e historiados que estudam simbolismos, carrega vários conceitos pagãos (bem não estou interessada em aprofundar nisso pois não é o objetivo, mas existem na net vários estudos sobre o assunto). Fora essa polêmica, ela é um símbolo forte de consumismo da modernidade (os publicitários que o digam!).
Confesso que me entristeci em ver aquela árvore ocupando espaço num local que é especial no templo. O pulpito, ao meu ver, é um local de seriedade e consagrado pois é ali que a pessoa que será usada para ministrar a Palavra de Deus estará. É ali que estará que uma pessoa, um obreiro, será usado por Deus para nos falar.
O culto iniciou e, como todo final de ano, estava cheio de programações. Opastor chama as crianças para apresentarem o que fizeram para celebrar o natal. Neste momento, vejo algo me deixa perplexa: as crianças entram vestidas de beca branca e vermelho e gorro da mesma cor. Não são as cores ou a beça que me choca. O que me choca é o gorro! Sim, elas usavam o gorro do Papai Noel! Dos pequeninos aos adolescentes, todos usavam em suas cabeças um gorro de Papai Noel.
O Papai Noel, além de ser um dos maiores simbolismos culturais da cultura católica ( lenda de São Nicolau Finlândia), e da cultura consumista, também é rechassado por vários teólogos - seja pelos simbolismos pagãos encontrados nele, seja pela ênfase dada a esse personagem que muitas vezes ofusca a verdadeira comemoração do Natal.
Pode até parecer bobagem minha, mas aquilo tudo me deixou muito frustada e chateada. Já imaginei o nosso antigo pastor, já falecido, que era responsável pelo ministério infantil, contorcendo-se no caixão decepcionado, perguntando-se "Aonde foi que errei?!". Ele, com toda certeza, não admitiria o uso do gorro pelas crianças...
Neste momento já estava apreensiva, receosa... Pensava comigo "Agora só falta o pastor entrar vestido de Papai Noel".
Graças a Deus, ele não apareceu vestido da forma eu temia. Estava, como de costume, vestido com seu terno e gravata - talvez da marca Armani, ou outra parecida, não sei... Elogiou as crianças, os trabalhos de evangelismo dos jovens, e apresentou os pastores visitantes que pregariam nos três dias de "Campanha Profética". Eu creio no dom de profecias, mas admito que o termo "profético, profecia, profeta", que hoje em dia é tão mal usado, me dá calafrios.
Logo em seguida ele passou o pulpito a um dos pastores visitantes, que iniciou sua pregação baseda no texto de Hebreus 11, que fala de fé. E assim lemos o versículo 6 que diz "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." E foi uma benção! Creio que todos foram tocados de forma profunda pelas belas palavras. Deus falou em particular com algumas pessoas ali também... Tudo corria bem, até que no final da pregação o pregador fez uma introdução para o culto que prosseguiria na segunda sobre a "campanha profética". Ele disse que distribuiria cartões com seu nome e logo e que, na parte de trás do cartão, haveria espaço para que colocássemos nosso nome, cpf e rg. E que aquele cartão seria nosso "céucard". Disse também que esse cartão deveria ser usado sempre que vissemos algo que gostaríamos de adiquirir, de comprar, e não tivéssemos dinheiro. Segundo o tal pastor, você passa o cartão na máquina de créditos invisível e fala para Deus que está comprando aquele "bem material", e Deus vai te dar o bem.
Para finalizar e me deixar mais indignada - e acabar de vez com a unção anteriormente derramada - ele distribuiu folhas sulfites que, quem as pegasse, deveria escrever suas necessidades e pedidos e, no último dia da campanha, entregá-lo devolta ao pastor com o pedido e também 100 reais embrulhados (dinheiro ou cheque). É claro que, aqueles que sentissem no coração de dar mais, estariam a vontade para fazer sua oferta de fé.
Enfim, acabei saindo antes da benção apostólica. Estava frustada e triste pois concluí que o Papai Noel não usa mais roupa vermelha e branca, mas sim terno e gravata.
Antes de mais nada peço que, aqueles que presenciaram a cena e não concordarem com meu ponto de vista, sintam-se a vontade para falar o seu. Não estou aqui para julgar quem acredita ou não. Somos livres para crer naquilo que achamos melhor, Deus nos dá livre arbítrio para fazer nossas escolhas... E devido essa liberdade aproveito para expressar meus pensamentos e meus conceitos. Uma coisa que afirmo é que não aceito os conceitos de teologia prosperidade e não é isso que tenho aprendido com a Palavra de Deus.
E lendo Hebreus 11 vemos que a fé não depende de "simpatias" ou campanhas "gospeis" para existir. Como ex-católica convertida desde 2003 ao Protestantismo, abomino - no fundo sempre abominei - essas práticas que levam o indivíduo a usarem motivos para ter fé, ou recorrem a determinadas práticas em busca de saciar próprios desejos. Os três versículos iniciais deste capítulo diz : "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem".
Fé é crer naquilo que não se vê, crer que o impossível pode acontecer. É entregar sua vida integralmente nas mãos do Pai Celestial e confiar que Ele nunca lhe deixará faltar nada. A oferta e o dízimo que dou deve ser dado por amor, e não esperando algo em troca. Posso até escrever num papel meus pedidos e desejos se Deus mandar eu fazer isso, mas não significa que eu deverei embrulhar uma quantia x de dinheiro dentro desse papel e dar a um obreiro para que esses desejos sejam alcançados... Até porque, de repente, aquilo que pedi pode não ser o propósito de Deus para mim, pode não ser certo.
Creio que hoje existem muitos crentes frustados por pedirem, fazerem campanhas, e não verem aquilo que pedem concretizados. Mas estes esquecem de perguntar a Deus se aquilo que pediram realmente é de Deus para a vida deles.
É triste ver conceitos tão distorcidos da bíblia entrarem nas igrejas e, infelizmente, não poder fazer nada para mudar essa realidade. A única coisa que posso fazer é orar pedindo sabedoria a Deus, para mim e para todos nós. Shalom!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Um presente especial - artigo para site Guiame.com.br
Mês de dezembro - o final de Ano chegou!
Todos estão na correria com os preparativos para as festas de Natal e Ano Novo.
Os corais das igrejas se preparam para as tão esperadas Cantatas Natalinas.
As crianças estão ansiosas para ganhar seus presentes.
Os jovens contam os dias para finalizar as aulas e poder viajar...
São muitos e variados os planos de final de ano. Mas, sinceramente, gostaria de fazer mais. Gostaria de fazer algo, não por mim e nem pelos meus - até porque Deus tem feito por nós, e eu O glorifico por isso!...
Mas gostaria de fazer algo pelo meu próximo.
Gostaria de presentear à senhora que conheci esses dias, que mora num barraco da Vila Palmares, com uma linda casinha com um belo jardim florido - do jeito que ela sempre sonhou.
Gostaria de dar aos jovens, sem condições financeira, a oportunidade de fazer um curso profissionalizante de sua escolha, e quem sabe lhe dar um computador também.
Gostaria de dar uma família aos garotos que moram no abrigo da cidade.
Gostaria de devolver a auto-estima das pessoas que a perderam.
Gostaria de dar um bom emprego aos desempregados.
Gostaria de devolver os sonhos aos que desistiram de sonhar.
Gostaria de levar esperança aos que acreditam que o mundo não tem salvação.
Infelizmente eu não tenho condições de dar essas coisas a todas essas pessoas. Então faço como os apóstolos em Atos 3:6: não tenho ouro, nem prata, mas aquilo que tenho eu te dou agora em Nome de Jesus Cristo, o nazareno: que seus sonhos sejam restaurados e concretizados; que eles se fortaleçam e se cumpram, não para a glória de homens, mas para a glória do Senhor em sua vida. Que o espírito santo te guie e irradie seu coração com seu fogo santo, desfazendo de tudo aquilo de ruim que tem te machucado e te feito cair. Que o calor do espírito santo traga devolta a sua alegria e fé, e que essa fé contagie todos a sua volta. Que o amor de Jesus esteja contigo a cada dia de sua vida, e que você saiba sempre que, independente das dificuldades, você tem um Pai Celestial que o ama e que lhe abrirá todas as portas e lhe dará toda s as oportunidade que desejar e buscar de todo coração. E que esse Pai de Amor nunca deixará que nada lhe falte.
Creio que esse presente fará uma grande diferença na sua vida, e na minha. Que Deus os abençoe!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Saiba Como Surgiram Alguns Brinquedos

BARBIE - Boneca é modelo no mundo inteiro
De astronauta a vegetariana, quase todas as meninas já sonharam em ter uma Barbie em casa. A boneca foi apresentada ao público pela primeira vez em 1959 em Nova York e desde então é a preferida das meninas.
BOLA - O brinquedo mais antigo do mundo
Quem nunca brincou de jogar bola? O objeto que embala sonhos de um dia ser famoso e rico por causa dos talentos em campo existe há mais de 6500 anos. As bolas eram feitas de crinas de animais ou fibra de bambu. A de futebol ficou conhecida no Brasil em 1894, quando Charles Miller veio ao País e implantou as regras do jogo.
BOTÃO - Susto na escola!
No Brasil, o jogo de botão surgiu pela primeira vez em 1930 quando um aluno de uma escola no Rio de Janeiro inventou moda ao arrancar os botões da cueca para brincar na grande base de madeira. Mais tarde os meninos começaram a jogar as partidas com os botões das calças. A reação da escola: proibiram o brinquedo.
CARRINHO - Da madeira a metal
Os primeiros carrinhos eram feitos de madeira e surgiram com a criação dos automóveis pela indústria Renault. Atualmente, os carrinhos encontrados nas lojas são de plástico, de metal, ou acrílico. Os tradicionais de madeira também ainda podem ser encontrados.
CATA-VENTO - Inspirado nos moinhos de vento
O cata-vento teve sua criação estimulada pelos moinhos de vento, inventados para gerar energia e moer grãos. Há registros de que o brinquedo surgiu na China, antes de Cristo.
PALAVRAS-CRUZADAS - Passatempo era publicado somente em jornal
As palavras cruzadas surgiram nos Estados Unidos em 1913. Publicadas como um exercício mental no jornal New York World. Atualmente, o jogo é atração tanto para crianças como para adultos.
LEGO - De cubinho em cubinho...
Os famosos bloquinhos também têm uma cidade de verdade, localizadas na Dinamarca, Estados Unidos e Inglaterra.
DAMA CHINESA - Peças coloridas
Um dos jogos mais conhecidos da China, a Dama Chinesa nasceu na Europa no século XIX e existe na Suécia desde 1880, por isso muitas pessoas questionam a origem do nome da brincadeira.
SOLDADINHOS DE CHUMBO - Treinando para a guerra
Esses pequenos amiguinhos de muitos garotos eram brinquedos de guerra para jovens reis como Luís IX. Entre guerra e paz, no século XXI garotos também gostam de colecionar soldadinhos de chumbo e conservá-los como raridade, apesar dos soldadinhos de plástico serem maioria no pelotão.
URSINHO DE PELÚCIA - Amigos fofinhos
O primeiro bichinho de pelúcia que surgiu foi o Teddy Bear, em 1903 na Alemanha. O ursinho de pelúcia conquistou todo o mundo com sua simpatia. Hoje, esses bichinhos são uns dos preferidos da garotada.
XADREZ - Regras de 1550
O xadrez teve origem na Índia, onde recebeu o nome de chaturana . O jogo ficou conhecido na Europa no século XI levado pelos soldados que integravam os pelotões das Cruzadas. Até hoje as regras do xadrez são as mesmas de 1550.
POKÉMON - Monstrinhos animados
Nascidos em 1995 no Japão, a turma de Picachu diverte crianças com as aventuras em Pallet Town. Os "monstrinhos de bolso" foram inventados por Satoshi Tajiri a partir dos jogos Game Boy.
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